Há cada vez mais acidentes no Algarve

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Ao longo dos últimos anos, o número de acidentes nas estradas algarvias tem vindo a aumentar. É isso que dizem os dados oficiais da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Até ao passado dia 15 de Julho tinham sido registados um total de 5.060 acidentes. Um número bastante superior ao apurado no mesmo período em 2015: 4.594 e, ainda mais, se fizermos a comparação com os dados de há dois anos: 4.035.

Uma parte muito substancial desses acidentes tem por cenário a Estrada Nacional (EN) 125. Para muitos algarvios, em boa medida, essa realidade dramática resulta da colocação e manutenção de portagens na Via do Infante, o que fez aumentar o volume de trânsito na EN 125.

Isso mesmo é o que pensam os que este Sábado, 23 de Julho, participaram em mais uma manifestação a favor da abolição ou suspensão das portagens na Via do Infante. A recente decisão do governo de baixar o valor em 15% não os satisfaz, pelo que continuam a exigir o fim das portagens.

Aliás, a nível político, esta decisão apenas foi saudada pelo PS/Algarve, que nela vê “o início de um processo de redução e ajustamento gradual do preço das portagens”, que “visa estimular a transferência de tráfego da EN 125 para A22”.

Uma posição diferente é a do deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo Algarve. João Vasconcelos considera que se trata de “migalhas”, que não resolvem o problema de fundo, nem param com “a tragédia que representam as portagens, com muitos mortos e feridos e prejuízo à economia regional”.

Uma posição, no essencial, idêntica é a do seu vizinho de bancada Paulo Sá (PCP) que diz que a medida “é insuficiente, ficando muito aquém daquilo que seria justo e necessário: a abolição das portagens na Via do Infante”.

Cristóvão Norte, um dos representantes do PSD no Parlamento, lembra que “o compromisso do PS era que a redução seria de 50 %” porque dizia ter um estudo “que demonstrava que essa redução permitia um acréscimo de uso que garantia que o Estado não perdesse receita”. A redução de 15% é, na sua opinião, insuficiente, aponta para um corte de, pelo menos, 1/3 e mantém uma proposta feita, há já uns meses, de que as portagens sejam suspensas enquanto durarem as obras na EN 125.

Uma exigência que parece estar fora dos planos da equipa de António Costa, que prefere atacar outra das causas dos acidentes: a velocidade excessiva. Com esse objectivo, prepara-se para fazer circular um conjunto de radares por estruturas a colocar em 50 pontos do país, sendo que três delas se situam exactamente na EN 125.

Leia também: Cuidado com o radar

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