Câmara de Lagos aceita que o Forte da Meia Praia seja gerido por privados

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A Câmara Municipal de Lagos aceita que o Forte de São Roque, da Meia Praia, seja incluído, pelo Governo, no programa REVIVE e, dessa forma, passe a ser gerido e explorado por entidades privadas. A decisão foi tomada, por unanimidade, na reunião do executivo camarário desta 4ª feira, 21 de Dezembro.

A autarquia deixa, assim, cair a pretensão anteriormente feita de que o monumento passasse para as suas mãos. Justifica a opção “pelos elevados custos de recuperação a suportar e, numa fase futura, pelas dificuldades de gestão do espaço que adviriam”. É que, refere, “o elevado grau de degradação a que o edifício foi votado durante décadas” impossibilita a sua utilização actual para qualquer tipo de uso/ função municipal.

Por outro lado, é tido em conta que o Município é proprietário de “um considerável património histórico-arquitectónico, nomeadamente, o Museu Municipal e as Muralhas e Torreões, que necessitam de reabilitação e/ou requalificação e que, não obstante a sua integração em projectos como o CRESC 2020, carecem de elevado incentivo/investimento económico por parte da Câmara”, pelo que não há grande margem financeira para fazer os vultuosos investimentos de que o Forte precisa.

No entanto, a autarquia exige ao Estado que, ao integrar o monumento no REVIVE, “se salvaguarde a recuperação e restauro do imóvel, não obstante a introdução de elementos construtivos que permitam o funcionamento das actividades aprovadas, nomeadamente, na área turística e ou/similar de hotelaria”.

Também exige que seja garantida “a manutenção, em absoluto, do perímetro e volume da edificação existente, a intervenção paisagística na envolvente seja perspectivada, asseverando as acessibilidades e a ligação às redes de infraestruturas públicas, bem como, ao serem acauteladas todas as exigências de conservação e de segurança, as mesmas equacionem um impacto mínimo no património arquitectónico.”

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