“Será que estou no sítio certo?”

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“Será que estou no sítio certo?” A pergunta irónica foi feita na sessão de apresentação da candidatura do PS aos diversos órgãos autárquicos de Portimão pelo respectivo mandatário.

A pergunta tem a ver com o facto de a pessoa em causa ser João Amado, um homem que já foi dirigente do PSD local, partido pelo qual até foi candidato a presidente da Câmara e vereador.

Agora, João Amado aceitou jogar pela ‘equipa’ rival, o que, explicou, não foi uma decisão fácil, mas “que se impôs porque, em consciência, era isso que eu sentia que devia fazer.” A razão fundamental “chama-se Isilda Gomes”, alguém que “não se poupou, há quatro anos atrás, no esforço de encontrar uma solução que permitisse governar Portimão.”

Então, “no pior momento, na mais difícil circunstância, no rescaldo de uma aguerrida campanha eleitoral, soube chamar a essa solução quem dela tinha divergido.” Dessa forma, “mostrou ser tolerante, mostrou ser geradora de consensos sem nunca abdicar da firmeza com que defende o seu projecto, as suas convicções e as promessas que tinha feito ao eleitorado.”

Depois, ao longo do mandato, “mostrou coragem, determinação e firmeza, não virou costas, não baixou os braços, não desistiu” e conseguiu “a recuperação da credibilidade do município”.

Por todas estas razões, João Amado respondeu afirmativamente à sua pergunta inicial: “estou, certamente, no sítio certo, era aqui que eu queria estar hoje.”

Por seu lado, Isilda Gomes justificou o convite para que o ex-dirigente do PSD fosse seu mandatário e para a integração de alguns elementos ‘laranja’ nas listas do PS para os diversos órgãos autárquicos, essencialmente, por terem aceitado consigo colaborar depois das eleições de 2013.

A candidata lembrou que, depois de ter vencido as autárquicas com maioria relativa, “procurei junto de todas as forças políticas com assento na Câmara Municipal construir um acordo de regime que permitisse estabilidade para as difíceis medidas que seria necessário tomar.”

Isilda Gomes não esquece que, num momento de grande dificuldade, “todos se recusaram a dar o seu contributo”, com excepção de João Amado, que, na altura, ocupava funções de relevo, a nível concelhio, no PSD. Na altura, João Amado “pôs o interesse da sua terra à frente do seu interesse pessoal, fê-lo em conjunto com o Pedro Xavier, com a Evelina Madeira e ainda com o Fernando Imaginário. Fizeram-no sabendo das consequências e apesar dos ataques de carácter que iriam sofrer” porque “o essencial era recuperar a nossa autarquia.”

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