Líder do PS/Algarve acusa a Câmara de Monchique de não ter feito tudo o que devia na fase de prevenção de incêndios
O presidente da Federação do Algarve do Partido Socialista acusa o vereador da Câmara de Monchique José Chaparro (PSD) de aproveitar “de forma oportunística e panfletária a dor dos seus conterrâneos pela perda de bens materiais” para vir “atacar a proteção civil e o resultado alcançado” no combate ao incêndio de Monchique.
Isto porque, diz Luís Graça, em comunicado, “o senhor vereador sabe que, na fase de prevenção, o município de Monchique não fez tudo o que estava ao seu alcance, contrariamente a outros municípios vizinhos”. Para além disso, “na fase de ataque ao fogo o presidente da câmara esteve presente junto da coordenação, tendo sido porta voz das ações em curso e sublinhado publicamente a adequação da resposta e dos meios envolvidos”.
Em face de tudo isto, conclui que “a inopinada posição do vereador do PSD não pode deixar de ser vista como ajuste de posições e disputa de protagonismo interno ao PSD Monchique”.
Este dirigente socialista elogia “a pronta prioridade política e operacional dada pelo Governo ao incêndio de Monchique, a mobilização de meios humanos e materiais, incluindo os meios aéreos, mas sobretudo a determinação e disponibilidade total dos bombeiros, GNR e demais agentes de proteção civil, assim como a resiliência das populações permitiu que, apesar da dimensão da área ardida, tenha sido atingido o objetivo de salvar as vidas e não terem sido registadas vitimas”.
O líder do PS/Algarve defende o desenvolvimento sustentável como prioridade para Monchique e para o Algarve, pelo que se compromete “a levar a efeito uma reflexão em Monchique sobre as causas destes incêndios tão prolongados, em 2018 como em 2003, com elevada área ardida envolvendo para tal técnicos, investigadores, proprietários florestais, autarcas, população e autoridades de proteccão civil”.
Recorde-se que, em declarações à comunicação social, José Chaparro criticou decisões da proteção civil no combate às chamas, defendeu que o comando devia ter estado nas mãos dos bombeiros locais e acusou a GNR de ter tirado pessoas à força das suas casas.
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