Copo meio cheio… copo meio vazio em Portimão

A Assembleia Municipal de Portimão levou a cabo, esta segunda-feira, 16 de abril, uma sessão extraordinária para debater o Estado do Município.

Como seria de esperar, ficaram bem patentes as visões que poder e oposição têm da realidade concelhia. A presidente da Câmara, Isilda Gomes, começou por recordar as boas classificações obtidas por Portimão em diversos estudos e rankings nacionais e os resultados financeiros dos últimos dois anos, “os melhores da história do Município”.

Graças a isso, há agora muitos milhões de euros disponíveis para avançar com uma série de intervenções em estradas e ruas, nos espaços verdes, em equipamentos autárquicos, escolas, habitação, na instalação de um sistema de videovigilância na Praia da Rocha e até no resgate da gestão do estacionamento público à superfície.

Uma intervenção que convenceu o líder da bancada socialista, Figueiredo Santos, que destacou a recuperação financeira da autarquia desenvolvida nos últimos anos, a qual abre agora boas “perspetivas de desenvolvimento” ao concelho.

Uma opinião diferente foi manifestada por Carlos Gouveia Martins, do PSD, que não se mostrou impressionado com o vasto conjunto de obras que Isilda Gomes garante ir fazer. Jogando mãos de uma série de artigos jornalísticos (a maioria dos quais do Algarve Marafado) concluiu que muitas dessas intervenções há vários anos que são anunciadas e até agora não foram concretizadas. Um argumento que foi, igualmente, utilizado por vários dos outros eleitos da oposição.

Pedro Mota, do Bloco de Esquerda, defendeu que seria importante baixar os impostos e as taxas dependentes da autarquia para que a população pudesse ficar com mais dinheiro no bolso para fazer face às muitas dificuldades com que se depara. Destacou, igualmente, a questão do parque habitacional do concelho, que necessita de uma intervenção urgente, pois encontra-se “muito degradado”.

Hugo Mariano, do Servir Portimão, disse não ser compreensível haver tantos problemas no concelho, ao nível, entre outros, das vias de comunicação, dos espaços públicos e da habitação, quando a autarquia, em 2018, registou um resultado positivo superior a 20 milhões de euros.

António Quaresma, da CDU, defendeu a devolução dos valores cobrados da taxa de proteção civil, uma vez que considera ser “injusto que uns cidadãos tenham pago e outros não”. Uma das várias área que considera merecer forte investimento por parte da autarquia é o das vias de comunicação, uma vez que o número de viaturas a circular na cidade têm tido um aumento exponencial, levando a que já não seja apenas no verão, mas em qualquer altura do ano, que se vive “um caos” em muitas zonas.

Uma opinião semelhante foi expressa por Cristina Velha, do Nós, Cidadãos, que também considera haver uma situação “caótica” nesta área. A manutenção dos espaços verdes e a erradição das barracas existentes na zona do Mercado foram outras das prioridades apontadas por esta deputada municipal.

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