“O país está mais preparado para enfrentar a época de incêndios”

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, considera que o trabalho realizado nestes dois anos ao nível da limpeza de terrenos faz com que o país esteja em melhores condições para enfrentar a época crítica de incêndios que agora começou.

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A limpeza das zonas rurais que tem sido feita dá garantias que o país está mais preparado para enfrentar a época crítica de incêndios?

A prioridade que o Governo teve foi pôr em marcha um grande plano de defesa da floresta contra incêndios. Executámos 3.500 quilómetros de faixas de gestão de combustível em todo o território, incluindo o Algarve, onde foram feitos cerca de 350 quilómetros. Aumentámos o número de equipas de sapadores florestais, fizemos trabalho de gestão de combustível e implementámos o programa Aldeias Seguras, Pessoas Seguras, no qual os municípios tiveram um papel essencial.

Julgamos que, nestes dois anos, a nível nacional, tenham sido limpos 200 mil hectares de terreno e certamente que estamos mais preparados para enfrentar esta época crítica, o que não significa não venhamos a ter incêndios.

Da parte do cidadão comum, no ano passado, porque foi o primeiro em que tiveram essa obrigação, houve uma corrida quase em contrarrelógio para limpar as suas propriedades. Este ano aconteceu o mesmo?

Ainda não tenho a informação toda compilada, a nível nacional, só no final deste mês é que poderemos dizer se, no total, estado central, autarquias locais e população fizeram mais ou menos do que o ano passado. Posso dizer é que o estado, em 2018 limpou 20 mil hectares e este ano limpou 40 mil, portanto, intervencionou o dobro da área.

Foi feito muito mas é preciso continuar a trabalhar. Estou convencido que se permanecermos neste esforço durante mais três anos, teremos, na globalidade, cerca de 500 mil hectares limpos no país e poderemos dizer, a partir daí, que temos uma floresta mais segura.

Como é que tem evoluído um projeto que lhe é muito caro, o da cabra sapadora?

Está a andar. Já temos cerca de 10 mil animais envolvidos no processo, os quais limpam 3 mil hectares. É um programa de 5 anos, o que significa que as pastores sabem que ao longo desse período têm aquele rendimento certo para poderem continuar a trabalhar. Nesta segunda fase possibilitámos que todos os anos se aumente até 50% o rebanho de origem.

E que apoios é que os interessados têm para isso?

Têm apoios a 100% para fazer a aquisição dos animais.

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