Os principais temas de campanha de Cristóvão Norte

O cabeça-de-lista do PSD pelo Algarve às próximas eleições Legislativas é Cristóvão Norte.

Entre os seus principais temas de campanha vão estar as questões relacionadas com a saúde, os transportes, as acessibilidades, a habitação e a necessidade da região depender menos do turismo.

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Estava à espera de ser o cabeça-de-lista do PSD nas Legislativas?

Essa foi uma decisão do dr. Rui Rio, que teve confiança em mim e formulo votos que tenha feito a escolha certa.

É claro que o resultado eleitoral depende, em boa medida, do comportamento nacional e o que espero é que o peso regional aumente significativamente e que daí resulte um maior apoio à lista que tenho o privilégio de liderar.

Quais são as suas expectativas eleitorais?

Eu não dou nenhum voto por ganho e muito menos por perdido. A expectativa que tenho é fazer uma campanha séria, responsável, com elevação, procurando assinalar um conjunto de soluções para os principais problemas da região, ilustrar o esquecimento do Algarve foi alvo ao longo dos últimos anos e criar condições para que esteja melhor representado no Parlamento.

De forma genérica, quais vão ser os principais temas da sua campanha?

Neste momento, temos um Serviço Nacional de Saúde que não responde às necessidades, que tem uma perda crónica e estrutural de oferta assistencial , à qual, infelizmente, o Governo que não dá respostas, pondo em causa a dignidade das pessoas.

Nesta área, entre outras matérias, é absolutamente vital assegurar-se a construção de um novo hospital central e definir-se um mecanismo que permita a fixação de médicos, através de incentivos ou por outras vias.

E quais são os outros temas?

Um outro tema vital é garantir a requalificação integral da EN 125. Depois temos a questão da ferrovia. Os comboios estão a cair e nada foi feito para garantir a eletrificação. Temos que rever toda a lógica e articulação do transporte ferroviário e rodoviário.

É também preciso resolver os problemas de falta de creches e jardins de infância. Há milhares de pais que estão desesperados por não haver oferta pública para os seus filhos, porque o compromisso que, a esse nível, o Governo tinha assumido não foi cumprido. Outro problema grave que temos de ‘atacar’ é a falta de habitação acessível à classe média, pois os incentivos que o Governo anunciou não o resolvem.

Por fim há uma questão fundamental que é a alteração do padrão estrutural da região. Não quero que o turismo pare de crescer, mas quero que também cresçam outros setores que podem tornar a região mais autónoma e menos permeável a ciclos económicos recessivos que acabam por ter um efeito muito penalizador no desemprego, constrangendo, de forma dramática, a vida das pessoas.

 

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