Bloco de Esquerda preocupado com despedimentos e salários em atraso na região

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O deputado João Vasconcelos e o dirigente regional bloquista Luís Fernandes reuniram, recentemente, com a Direção da Delegação de Faro da Autoridade para as Condições de Trabalho/ACT, para fazer um ponto de situação relativo aos despedimentos e salários em atraso em várias empresas da região.

Estes dirigentes políticos manifestaram grande preocupação pela situação que se vive na região que, como se sabe, vive essencialmente do turismo, um dos setores mais afetados pelas consequências da pandemia.

Da parte da estrutura regional da ACT constataram existir “alguma dificuldade a nível de inspetores e a falta de, pelo menos, dois assistentes técnicos”. A nível material, “há falta de impressoras e de viaturas, recorrendo a Delegação de Faro a carros alugados (apenas existem uma viatura elétrica e 2 outras com mais de 25 anos)”.

O Bloco considera ser ” imperioso dotar a ACT com os recursos necessários ao desempenho da sua normal atividade”, pelo que se compromete a levar todas estas questões ao governo por via parlamentar.

João Vasconcelos e Luís Fernandes mostram-se bastante preocupados com os problemas laborais existentes num vasto conjunto de empresas algarvias. Uma das situações que mais têm denunciado é a do grupo hoteleiro JJW Hotels & Resorts que integra diversas unidades de luxo e que “deixou centenas de trabalhadores sem salário ou em grande atraso”.

A situação que se vive na ANA – Aeroportos, onde dizem que através de “chantagens” foram impostos aos trabalhadores cortes salariais de 20%, é outra situação muito preocupante que já levou o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda a questionar o governo.

O Bloco também critica as condições em que são mantidos trabalhadores colocados por empresas de trabalho temporário em estufas do Algarve e Alentejo. Este partido diz que os trabalhadores em causa “auferem baixos salários e são vítimas de parcas condições sanitárias e condições de vida miseráveis, incluindo a nível habitacional”.

Estes dois dirigentes defenderam ainda a necessidade de mais ações de fiscalização, nomeadamente a nível sanitário e das condições de segurança, junto das empresas de construção civil.

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