Associação Comercial de Albufeira quer alterações ao indicador de risco da Covid-19

A Associação Comercial de Albufeira “exige a alteração ao critério atual na contagem dos casos detetados e reivindica imperativamente novos apoios para o sector turístico com uma descriminação positiva para o Algarve, de forma a que empresas e empresários consigam sobreviver e poder receber os nossos turistas, como tão bem o sabem fazer”.

Em comunicado assinado pelo seu presidente da direção, Sérgio Brito, aquela associação vem defender que “os indicadores de risco não podem ter por base apenas a população residente, mas a soma desta com o número de camas de oferta turística e dos não residentes, que se encontram no Município de Albufeira”.

No documento recorda-se que o 1º ministro tinha afirmado que os casos detectados à Covid-19 seriam atribuídos ao local onde essas pessoas residem, mas isso não está a acontecer.

Tendo em conta que Albufeira é a capital do turismo algarvio, onde se encontram sempre muitos milhares de cidadãos não residentes, com os critérios em vigor, o concelho acaba por ser injustamente penalizado.

Sérgio Brito lembra que esta é uma cidade com mais de 44.000 habitantes residentes, mas “com cerca de mais de 5.000 habitantes não residentes, que tem uma oferta 50.000 camas turísticas, com uma população de facto e efectiva muito superior, vê-se na contingência de regredir no desconfinamento porque o cálculo é feito apenas de acordo com a população residente”.

Essa circunstância causa graves prejuízos aos comerciantes de Albufeira, que “contribuem para os cofres do Estado com cerca de metade da receita gerada pelo turismo do Algarve”. Sérgio Brito diz que isso provoca “uma insegurança desumana a empresários, trabalhadores e agregados familiares”.

Aquele dirigente associativa acrescenta que “desde Outubro de 2019 mais de 80% das empresas só retomaram a sua atividade em Julho de 2020, tendo encerrado novamente de Outubro de 2020 até Maio de 2021, o que representa 15 meses de inactividade, sendo que se perspectiva de novo um longo Inverno”. 

Isso faz com que Albufeira conte “com mais de 7.000 desempregados, sendo uma das taxas mais elevadas do país, muitos profissionais abandonaram a cidade, procurando alternativas de emprego noutros países, com prejuízos económicos e sociais para toda a comunidade”. 

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