O negócio das visitas às grutas

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Integrado no ciclo “Lagos e o Mar”, o passado Encontro de 5ª Feira do Grupo dos Amigos de Lagos, que decorreu na Biblioteca Municipal Dr Júlio Dantas, teve como convidado Joaquim Esteves, que apresentou uma exposição sobre “a importância e o impacto da atividade marítimo-turística para a economia local”.

Joaquim Esteves, que é diretor-geral da BlueFleet, empresa marítimo-turística sediada em Lagos, começou por relatar as várias experiências náuticas hoje disponibilizadas ao longo de todo o ano, tais como o passeio às grutas da Ponta da Piedade, passeios de observação de cetáceos, visitas ao Algar de Benagil e outros serviços mais personalizados.

Recordou que tudo se iniciou principalmente a partir dos anos 60 do século passado, com “vários pequenos barcos de pescadores, que partiam da Praia da D. Ana e levavam os turistas a visitar as grutas”. Nos nossos dias, estes pioneiros continuam esta tradição, contando com 40 embarcações associadas, com quatro pontos de partida distintos. Nos anos 80, surgiram novos operadores, adaptando as embarcações de pesca para passeios mais longos, com “as famosas sardinhadas no mar. No entanto, deixou de ser permitida a confecção de refeições a bordo, por razões de segurança”.

Durante os anos 90, com o aparecimento da Marina de Lagos, “diversificou-se ainda mais a oferta marítimo-turística, com o surgimento dos passeios de observação de golfinhos e de mergulho recreativo”, entre outros serviços. Reportando-se a dados internos da sua firma, estima que 50% das receitas de 2019 provenham do mercado americano, “que vai mais pela qualidade e prefere o destino Lagos”.

Presentemente, segundo pensa Joaquim Esteves, são cerca de 80 as embarcações de visita às grutas da Ponta da Piedade. “Na globalidade, existem seguramente mais de 150 embarcações afetas à atividade marítimo turística e, se contarmos com caiaques e SUP’s (não motorizados), esse número ultrapassa facilmente as 300”.

 “As 5 maiores empresas que operam a partir da Marina de Lagos contabilizam 60 colaboradores efetivos e uma faturação superior a cinco milhões de euros por ano” e, no total, “os postos de trabalho diretos criados por esta atividade são seguramente mais de 200, distribuídos por diferentes tipologias de embarcações, vendas, serviços administrativos, ação comercial e manutenção”. No entanto, reconhece a falta de dados e realça a importância de se realizar um estudo de forma a aferir com rigor científico o real impacto da atividade marítimo turística.

Joaquim Esteves tem observado que, “fruto da sua qualidade comprovada, há uma preferência pelos serviços prestados pelos operadores de Lagos em relação a outros concelhos algarvios” e revelou que cerca 55% dos seus clientes “não estão hospedados em Lagos, vêm também de outros pontos do Algarve e até de Lisboa, de Huelva e de Sevilha e regressam nesse mesmo dia”.

“Muitos são os que, atraídos pela promoção que as entidades nacionais fazem do Algar de Benagil”, contou Joaquim Esteves, “acabam por preferir o passeio à Ponta da Piedade”. Por isso, a concluir, realçou a importância de promover a grande diversidade da nossa oferta marítimo-turística, “pela sua qualidade, conjugada com uma igualmente rica oferta de animação turística cultural em Lagos”.

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