Investimento de quase um milhão e meio de euros nas eleições algarvias

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As candidaturas que, no Algarve, se apresentaram às eleições locais do passado domingo deverão ter investido perto de 1,5 milhões de euros, de acordo com os orçamentos que tiveram, previamente, de apresentar à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.

O concelho em que a aposta financeira foi maior é o de Albufeira, com um total de 172.173 euros, distribuídos pelas oito candidaturas que ali se apresentaram.

Curiosamente, a que mais declarou pretender gastar nem foi a que venceu as eleições, mas sim o Movimento Independente Por Albufeira, que apresentava Desidério Silva como candidato, e que apresentou um orçamento de 64.400 euros, muito acima do da coligação vencedora, liderada por José Carlos Rolo (39.585) e da socialista (30.056).

Em Loulé, o investimento também foi grande, tendo o PS – que acabou por vencer – previsto gastar 79.822, o que foi o maior orçamento da campanha eleitoral por terras algarvias, enquanto que a coligação que tinha o PSD como partido principal inscreveu uma verba de 46.172. No total, neste concelho, a conta eleitoral deve ter ultrapassado ligeiramente os 160 mil euros.

Faro foi o terceiro dos concelhos mais ‘caros’, em matéria de gastos eleitorais, tendo o orçamento global das forças políticas que aí concorreram sido de 148.381, um pouco mais do que se verificou em Vila Real de Sto. António (139.474), um dos dois concelhos algarvios que mudaram de cor política.

Acima do patamar dos 100 mil euros ainda ficaram os concelhos de Lagoa (120 mil), Silves (109 mil) e Olhão (107 mil), enquanto que em Portimão foram previstos 98 mil euros.

Em Tavira devem ter sido gastos perto de 78 mil euros, em Lagos 70 mil e em Vila do Bispo 50 mil.

A soma dos 16 concelhos dá um total de 1.466.884 euros. Este é, contundo, um valor previsto, resultante dos orçamentos que as candidaturas têm, obrigatoriamente, de apresentar e não o investimento real levado a cabo.

A esmagadora maioria das verbas previstas para a campanha era suposto virem da subvenção estatal destinada a este tipo de eleições, sendo diminutos os valores apresentados resultantes de donativos e angariações de fundos.

Essa circunstância poderá deixar algumas candidaturas – as que tiveram um resultado eleitoral muito inferior ao previsto – em dificuldades para pagar as contas, uma vez que a verba atribuída pelo Estado está diretamente ligada ao número de votos conseguidos nas urnas.

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