Apesar da guerra, o Algarve ainda espera bom ano turístico

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O arranque de 2022 foi de grande otimismo para os hoteleiros algarvios, que começaram a ver as reservas a ser feitas a um nível bem acima do que tinha vindo a ocorrer ao longo dos últimos dois anos.

Em intervenção proferida no âmbito das Conferências do Território, que decorreram na sexta-feira no Museu de Portimão, Pedro Lopes, administrador do grupo Pestana para o Algarve, referiu que a expectativa era a de que este iria ser um grande ano para o setor do Turismo.

Mas, entretanto, rebentou a guerra da Ucrânia, que está a ter consequências aos mais diversos domínios, entre os quais o aumento brutal do preço dos combustíveis, e que coloca uma grande interrogação em todas as áreas e, naturalmente, também na turística.

Assim que os russos entraram na Ucrânia, começou a baixar o número de reservas e a serem feitos cancelamentos um pouco por toda a Europa. Os países mais afetados são os que se situam “mais próximos da zona de conflito, como a Alemanha, a Holanda ou a Polónia”.

Nesta altura, no que ao nosso país diz respeito, “o número de reservas ainda continua a ser bom”, o que o leva a dizer que, “vamos provavelmente ter um ano muito melhor do que o anterior e aproximarmo-nos das taxas de ocupação de 2019, que foi o melhor ano de sempre do setor”.

Esta é uma previsão feita tendo como base os dados atuais que, muito rapidamente, podem mudar, até porque, ao longo dos últimos anos, se verificou uma tendência para que as reservas sejam feitas ou desmarcadas muito em cima da hora, o que torna mais difícil a vida de quem tem a responsabilidade de gerir unidades turísticas.

A pandemia veio fazer com que as pessoas utilizassem cada vez mais a tecnologia, o que teve como consequência a redução substancial do peso dos operadores de viagens que, anteriormente, eram responsáveis pela vinda de cerca de metade dos turistas e que agora ‘respondem’ por uma percentagem muito menor.

Pedro Lopes admite que, nos próximos tempos, se verifique uma recuperação, mas nunca ao nível que era habitual, pois a tendência de serem os próprios consumidores a decidir para onde querem ir e a fazer diretamente as suas reservas vai, em boa medida, manter-se no futuro.

Outra das alterações que este administrador hoteleiro tem detetado é a de que passou a haver menos ‘apetite’ pelo chamado turismo de massas, preferindo os turistas territórios com menos gente.

As Conferências do Território 2022/2032: uma visão para o Futuro foram promovidas pela empresa Territórios Criativas, decorreram na sexta-feira, no auditório do Museu de Portimão e contaram com a participação de responsáveis por vários setores, como, entre outros, o Turismo, a Saúde, os Transportes, a Cultura e o Ensino Superior.

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