Isilda Gomes desafia oposição a propor uma auditoria independente às contas da Câmara de Portimão

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A presidente da Câmara de Portimão ‘vestiu’ o seu fato de combate político e aproveitou o discurso das comemorações do 25 de Abril para ‘disparar’ sobre alguma oposição que acusou de usar contra si “a mentira e a calúnia”.

O seu alvo principal era a coligação ‘Servir Portimão’ que, dois dias antes, havia divulgado um comunicado através do qual apresentava uma visão muito diferente do executivo socialista sobre os resultados financeiros de 2015 da autarquia.

Na sua intervenção, Isilda Gomes respondeu aos principais argumentos apresentados nesse comunicado. No que diz respeito à acusação de que aumentou as despesas com os funcionários, respondeu que isso aconteceu por força da decisão do poder central de repor salários na função pública que haviam sido retirados nos anos anteriores e por a autarquia ter assumido os serviços anteriormente prestados pela empresa municipal ‘Portimão Urbis’ e “os funcionários indispensáveis à sua prossecução”.

Os que fazem tais críticas, garantiu Isilda Gomes, “prefeririam, embora nunca o tivessem assumido, a insolvência da ‘Portimão Urbis’, com o despedimento dos seus trabalhadores; preferiam que tivéssemos fechado o Mercado Municipal, o Mercado por Grosso; que tivéssemos alienado o edifício onde hoje funcionam os serviços técnicos ou que tivéssemos entregue o Pavilhão Arena ao banco”.

Outra das críticas feitas pelo ‘Servir Portimão’ é que as contas apresentadas pela autarquia não reflectem os custos da ‘Portimão Urbis’, uma crítica que, contra-ataca Isilda Gomes, só pode ter sido feita “por ignorância ou má-fé”, uma vez que no relatório de gestão apresentado pela Câmara “estão inúmeras referências aos resultados negativos da Urbis e do seu impacto nas contas de 2015”.

A autarca também não aceita que se diga que os apoios sociais foram diminuídos. Acontece, explicou, que a rubrica onde constam esses apoios também contabiliza os valores relativos aos contratos-programa feitos com as empresas municipais. Ora, “como em 2015 já não houve contrato-programa com a Urbis – que se encontra em liquidação – e que rondava um milhão de euros, dizem que o corte foi nos apoios sociais”.

Uma outra parte do discurso de quase meia-hora foi direccionado para os que usam as redes sociais para tentar “manipular, enviesar e deturpar a informação”. A autarca não identificou claramente a quem se referia, mas, na última sessão da Assembleia Municipal, Isilda Gomes já se tinha referido a “campanhas de desinformação” que se fazem nas redes sociais e, na altura, mostrou-se especialmente incomodada com um post do deputado municipal João Caetano, líder do CDS/Portimão e deputado municipal eleito pela coligação ‘Servir Portimão’.

A concluir, a presidente da Câmara desafiou a oposição que a critica a propor a realização de uma auditoria independente às contas da autarquia, uma iniciativa que, desde já garante, o seu partido não inviabilizará. Mas, se os resultados não forem os que desejam, então o que devem fazer “é pedir desculpa aos portimonenses”.

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