Venda de casas enche os cofres das câmaras algarvias

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O ano de 2015 foi de retoma para o mercado imobiliário, o que significou excelentes notícias para as câmaras municipais algarvias. Isto porque recebem as verbas resultantes do imposto (IMT) correspondente, pelo que, quanto mais imóveis se venderem mais dinheirinho entra nos cofres das autarquias.

E foi bastante o que entrou, no ano passado. Fazendo as contas às verbas de IMT declaradas nos documentos de prestação de contas por 15 das 16 câmaras da região (falta a de Faro, que não tem esses dados no seu site) chegamos a uma verba total superior a 83 milhões de euros.

Como em 2014 estas câmaras tinham facturado de IMT pouco menos de 61 milhões de euros, isso significa que, no ano passado embolsaram mais 22 milhões (+37%), o que deu bastante jeito para compor as contas e começar a lançar obras, pois as próximas eleições autárquicas já começam a ‘espreitar’.

Um dos autarcas que, de certeza, esfregou as mãos de contentamento foi o de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, que viu as receitas de IMT do município quase duplicarem, de um ano para o outro, passando de 9,3 para 18 milhões de euros (+93%).

Embora, em termos absolutos, a dimensão da receita seja bem diferente, também o executivo de Aljezur não se pode queixar, pois arrecadou mais 70%, tendo passado de 572 mil para 1 milhão de euros, o que significa que arrecadou mais 440 mil euros.

Outro concelho que esteve claramente acima da média, no que diz respeito às receitas provenientes da venda de imobiliário, foi Lagoa, que, em 2014, tinha facturado praticamente 4,9 milhões, verba que subiu para 8,3 milhões em 2015 (mais 3,4 milhões, ou seja, um acréscimo de 70%).

Por curiosidade, refira-se que Lagoa ultrapassou, por larga margem, as receitas de IMT do concelho vizinho de Portimão, normalmente considerado como a ‘capital’ do Barlavento. Isto, apesar de também o executivo liderado por Isilda Gomes ter contabilizado uma verba superior à de 2014: passou de 4,3 para quase 5,5 milhões (mais 28%).

Mas, em termos absolutos, Loulé não dá hipóteses a qualquer outro concelho algarvio. Em 2015 facturou de IMT 25,8 milhões de euros, uma verba bem superior à do ‘2º classificado’, o município de Albufeira: 18 milhões. No lugar mais baixo do ‘pódio’ encontra-se Lagos (9 milhões). Seguem-se Lagoa (8,3), Portimão (5,5) e Tavira (4,4).

Os municípios de Olhão, Silves e Vila do Bispo têm receitas entre os 2 e os 2,6 milhões; Vila Real e Aljezur estão na casa do 1 milhão e os restantes município abaixo desta fasquia.

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