Destroços de submarino da 2ª Guerra são Património da Humanidade

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dia 24 de Abril de 2017 marcou os 100 anos sobre as operações do Submarino da Marinha Imperial da Alemanha “U-35” ao largo de Sagres.

Tratou-se de um dos episódios da 1.ª Guerra Mundial ocorridos na costa portuguesa, envolvendo (além dessa unidade naval), o navio-patrulha da Marinha Portuguesa “Galgo” e navios civis da Noruega, Dinamarca, Itália e Espanha. Três dos destroços resultados deste episódio militar encontram-se nas águas fronteiras à Vila de Sagres e passaram, a partir desta data, a integrar o Património Cultural Subaquático da Humanidade (UNESCO).

Para assinalar a efeméride, a Câmara Municipal de Vila do Bispo e a Marinha Portuguesa levaram a cabo algumas iniciativas que se desenrolaram no Forte de Santo António do Beliche, em Sagres, na passada Segunda-feira.

Na ocasião, intervieram o tenente-general Mário Cardoso, presidente da Comissão Coordenadora da Evocação do Centenário da 1.ª Guerra Mundial; o contra-almirante António Gomes, comandante da Escola Naval (representando a Marinha Portuguesa) e o presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Adelino Soares.

Seguidamente procedeu-se à assinatura da adenda ao protocolo entre a Câmara Municipal de Vila do Bispo e a Escola Naval. Com esta adenda, a autarquia atribui €9.200,00 à Escola Naval para que esta entidade recorra à experiência do Servicio de Gestión de la Investigación y Transferencia de la Tecnología, da Universidade de Alicante (Espanha) e assim consiga tornar mais acessível ao grande público o destroço do navio “Torvore”, através da obtenção de um modelo tridimensional, da elaboração de um pequeno filme e da criação de conteúdos informativos.

O protocolo foi celebrado em 2014, documento através do qual a autarquia também apoiou o projecto de investigação referente à acção militar da unidade naval alemã e ao estudo dos seus destroços.

Outro dos momentos importantes foi a apresentação do livro “Ações do U 35 no Algarve”, da autoria de António José Telo, de Augusto Salgado e de Jorge Russo, que, ao longo de sete capítulos, narra aspectos sobre a situação da Marinha por alturas da 1.ª Guerra Mundial e sobre toda a aventura do submarino alemão, dos seus combates e afundamentos, bem como vertentes relacionadas com o estudo arqueológico dos seus vestígios materiais.

Durante a parte da manhã, esta evocação terminou com o descerramento de uma placa evocativa da efeméride, após o que foi realizado um passeio de barco ao local dos destroços.

Da parte da tarde, teve lugar uma saída para mergulho nos destroços do navio “Torvore”, aberta a todos os interessados. O destroço que se encontra a mais de 30 metros de profundidade foi visitado por 5 mergulhadores, acompanhados por monitores de duas empresas especializadas de Sagres.

O acontecimento irá integrar o primeiro dos seis episódios do documentário que a estação de televisão SIC está a realizar sobre naufrágios da época contemporânea tendo, para o efeito, uma equipa da SIC acompanhado este evento que será transmitido nos meses de Verão neste canal.

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