CDS luta para manter um deputado eleito pelo Algarve

O objetivo eleitoral do CDS no Algarve é voltar a eleger um deputado, diz o líder regional daquele partido, José Pedro Caçorino.

Quanto a temas que pretende ver debatidos na campanha eleitoral, um dos que destaca é a necessidade do se avançar rapidamente para a dessalinização da água do mar para dar resposta à escassez que se vai continuar a fazer sentir do precioso líquido.

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Que expectativas tem em relação ao resultado eleitoral do CDS nas eleições Legislativas no Algarve?

O nosso objetivo é tentar eleger um deputado, o que temos vindo a conseguir em sucessivas eleições, quer isoladamente, quer em coligação com o PSD. Sabemos que é difícil, mas é possível eleger um deputado e é essa a expectativa que temos.

O facto do cabeça-de-lista não ser da região não poderá ser penalizador para o partido?

Em primeira instância, sim. Os militantes de base ficam sempre um pouco dececionados com esse tipo de decisões.

Mas temos que interiorizar que o trabalho dos deputados é nacional, embora mais focados em serem porta-vozes dos problemas e das ansiedades dos círculos por onde foram eleitos.

Tenho de reconhecer que não é uma situação muito moralizadora e mobilizadora, mas  depois do choque inicial, as pessoas acabam por perceber essa realidade, por serem solidárias e envolver-se.

Enquanto líder do CDS/Algarve quais são os grandes temas que pretende ver o seu partido a debater, na campanha eleitoral?

Um dos temas essenciais é a questão da mobilidade. Há que, por exemplo, fazer com que o transporte ferroviário seja eficaz e ajude a ultrapassar muitos dos problemas colocados pela A22 e pela EN 125, que não é, de forma nenhuma, uma alternativa à autoestrada.

Outra questão incontornável é a da saúde, que não está bem a nível nacional, mas que no Algarve está numa situação péssima e o pior é que não se vê melhorias, pelo contrário, todos os dias se constata que está pior.

A nível económico, defendemos que há que apostar no desenvolvimento de atividades económicas complementares ao turismo que não deixem a região tão dependente daquele setor e da sazonalidade que a ele está associada.

Entre os temas que gostaria de destacar, refiro também a necessidade de um ambiente mais sustentável, olhando com grande seriedade e em particular para as questões da reflorestação e da falta de água. Acho que os responsáveis têm andado a olhar para o lado e a não se preocuparem a sério com uma alternativa à água da chuva e das barragens, que não vai chegar para as necessidades.

Os nossos vizinhos espanhóis têm olhado para esta questão com grande acuidade e já possuem muitas centrais de dessalinização, enquanto que, em Portugal, as poucas que existem são propriedade de unidades turísticas. Agora é que começamos a ouvir falar que vão fazer estudos quando já deveríamos ter esse tipo de alternativa.

 

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