Vem aí o descalabro
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Esta história de entregar mais responsabilidades e competências às câmaras é muito bonita, mas corre o risco de ter um triste desfecho.
Quando se fala com qualquer autarca e se lhe pergunta porque é que esta ou aquela obra ainda não foi feita, há três tipos de justificação.
A resposta mais comum é que isso não aconteceu por terem no quadro pouco pessoal operacional e não conseguirem contratar mais.
A segunda queixa é que os serviços técnicos têm tanto trabalho que ainda não tiveram tempo para preparar o concurso público relativo à obra em causa. A terceira justificação é que o concurso até foi lançado, mas nenhuma empresa do ramo apareceu a fazer propostas, pelo que voltou tudo à estaca zero.
Se, atualmente, o panorama já é este, imagine-se o que será quando as autarquias receberem do Governo um camião tir a abarrotar de novas competências.
Será nessa altura que muitos autarcas algarvios, e não só, vão entender o verdadeiro significado da expressão: “presente envenenado”.
(J.E.)
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