“O nosso objetivo é, no prazo de 2 ou 3 anos, estarmos a faturar cerca de 100 milhões de euros”

Nuno Battaglia é um empresário lacobrigense, que, ao longo de muitos anos, esteve radicado nos Estados Unidos e que, de regresso ao Algarve, decidiu abrir, em Odiáxere, a Congelagos, uma empresa de processamento de peixe.

Esta mini entrevista com o empresário é a antecipação de um extenso trabalho jornalístico que estamos a preparar e que irá ser publicado muito proximamente.

Leia todas as mini entrevistas aqui

Como é que nasceu este projeto e qual foi o investimento feito?

Até agora, o investimento rondou os 16 milhões de euros.

A ideia surgiu a partir da observação do setor das pescas em Portugal. Há uma grande quantidade de peixe que é subaproveitada ou que nem sequer é capturada, por exemplo, os pescadores quando apanham mais carapaus ou cavalas do que pensam poder vender em lota, devolvem ao mar uma parte desse peixe. Isso acontece porque não existia uma indústria sofisticada e com dimensão suficiente para conseguir processar o peixe apanhado em dias de pico.

O que a empresa faz é apenas receber o peixe, congelá-lo e vendê-lo ou também o utiliza para produzir outro tipo de produtos gastronómicos?

Nesta altura estamos na fase que apelidamos de 1.0, em que há a congelação, embalamento e venda. Depois avançaremos no sentido de adicionar valor ao peixe e, inclusivamente, no desenvolvimento de uma marca própria…

Está nos vossos planos a produção de conservas?

Neste momento estamos a fornecer peixe a conserveiras. Ainda não decidimos se também iremos fazer conservas, é algo que está em estudo.

Que capacidade de processamento têm?

Temos uma capacidade de processamento de 300 toneladas por dia e de 5.400 toneladas de conservação. Atualmente, estamos a cerca de 50% da capacidade de laboração e esperamos atingir a capacidade máxima ainda este ano.

Quais são os vossos objetivos, em termos de faturação?

Numa primeira fase, é de 20 milhões de euros anuais, mas o nosso objetivo é, no prazo de 2 ou 3 anos, estarmos a faturar cerca de 100 milhões de euros.

O peixe que sai da Congelagos é todo para o mercado nacional ou também para exportação?

Esperamos que quando estivermos em velocidade de cruzeiro, a maior parte das nossas vendas seja para mercados internacionais.

(Entrevista: Guedes de Oliveira/Jorge Eusébio)

 

 

LEIA TAMBÉM:

Francisco Martins já cedeu o seu lugar a Luís Encarnação

Um novo ciclo

Vem aí o descalabro

 

(Visited 1.060 times, 1 visits today)
pub
pub
ViladoBispo_Banner_Fev
pub