Turismo algarvio resiste à crise dos combustíveis

O presidente da Região de Turismo do Algarve, João Fernandes, diz que, para já, a greve dos motoristas de matérias perigosas não causou grandes problemas ao setor. Tem, apenas, registo de alguns cancelamentos, sem grande expressão, nos hotéis e de pontuais dificuldades das embarcações marítimo-turísticas ao nível do abastecimento.

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De que forma a greve dos motoristas de matérias perigosas tem afetado o turismo algarvio?

É natural que, a partir do momento em que foi anunciada, tenha provocado alguma desmotivação e feito com que pessoas que normalmente vinham para a região tenham decidido não vir.

No que diz respeito a cancelamentos temos registo de alguns em unidades hoteleiras, mas sem a expressão que poderia ter se não fossem acautelados os serviços mínimos.

Sentimos constrangimentos nos primeiros dois dias de greve por falta de cumprimentos dos serviços mínimos. No segundo dia, o Governo decretou, e bem, a requisição civil e, a partir daí, assistimos a um aumento das reservas para este fim de semana prolongado e, agora, as unidades hoteleiras estão com uma taxa de ocupação semelhante ao período homólogo do ano passado.

Não faltou combustível para as unidades hoteleiras e o setor, em geral, desenvolverem a sua atividade?

Para as unidades hoteleiras, para as rent-a-car, para as atividades turísticas em geral, não, mas a verdade é que no setor marítimo-turístico houve problemas pontuais de abastecimento na Marina de Vilamoura, em Portimão e em Lagos.

Desde o início estivemos sempre em contacto com o presidente da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENSE), com o Ministério do Mar e com a Secretaria de Estado do Turístico, a quem demos feed-back sobre o que estava a acontecer no terreno, e foi possível, por essa via, ultrapassar essas dificuldades.

Na altura em que falamos ainda há uma grande incerteza sobre o que vai acontecer no que à greve diz respeito. Esse clima de incerteza e as repercussões do que já aconteceu poderão trazer problemas ao turismo algarvio nos próximos meses?

Fora do país, e com exceção de Espanha, não foi dado grande relevo à greve, apenas surgiram umas notas pontuais em alguns meios de comunicação online. Houve também, naturalmente, o aviso por parte de operadores e companhias aéreas aos viajantes sobre a situação que poderiam encontrar, mas não podemos dizer que tenha havido um impacto grande, do ponto de vista da imagem, fora da Península Ibérica.

No mercado português, encontramo-nos todos na mesma situação e, portanto, há compreensão sobre o que se passa, pelo que não penso que tenha um impacto futuro no setor. Agora, o que se espera, obviamente, é que as partes se entendam e que cheguem o mais rapidamente possível a um acordo  que permita acabar com a greve.

 

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