Empresas rejeitam obras de milhões de euros

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Na passada semana, a Câmara de Loulé lançou o concurso público de construção do Pavilhão Desportivo Multiusos de Almancil.

Trata-se de uma obra de grande dimensão que vai demorar 32 meses a ser concluída após se proceder à adjudicação da empreitada.

O concurso agora lançado em Diário da República é igual a um outro publicado em maio passado, que tinha o mesmo objetivo.

Há apenas uma ‘pequena’ diferença: é que, na altura, o preço máximo que a autarquia estava disposta a pagar para garantir a construção da obra era de 10 milhões de euros e agora admite gastar 13,4 milhões de euros.

O que se passa, diz o presidente da Câmara, Vítor Aleixo, é que “nenhuma empresa apresentou propostas”. Isso fez com que a autarquia se visse obrigada a abrir os cordões à bolsa e a lançar novo concurso, com um preço base bastante superior.

Contas bem feitas, trata-se de um aumento de 34% que, ainda assim, “não nos garante que apareçam concorrentes, pois já tivemos o mesmo problema com outras empreitadas, como a do Pavilhão Multiusos de Quarteira”, lamenta o autarca.

Outras autarquias com o mesmo problema

Vítor Aleixo está longe de ser o único autarca algarvio a deparar-se com este tipo de contratempos. Muitos outros se queixam de que, nesta altura, há dinheiro, há projetos, há interesse em avançar com as obras, mas muitos concursos acabam por ficar desertos.

As Câmaras de Lagos – que viu a obra de requalificação da estrada da Luz ficar sem interessados – e de Portimão, que teve o mesmo problema no lançamento de concursos para melhoria de escolas, são apenas duas das que se recentemente tiveram o mesmo problema.

Os anos da crise fizeram com que muitas empresas de construção e obras públicas tivessem desaparecido e as que resistiram não têm, agora, mãos a medir.

Os seus responsáveis queixam-se, também, de falta de mão de obra necessária para concorrerem a muitas empreitadas, pelo que apenas avançam para as que lhes dão as melhores margens de lucro.

 

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