Assembleia Municipal de Portimão chumba moções de censura a Isilda Gomes

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A Assembleia Municipal de Portimão, reunida por videoconferência, chumbou, ontem à noite, duas moções de censura à presidente da Câmara apresentadas pelas bancadas Servir Portimão e PSD (juntamente com os dois deputados independentes).

Através destes textos, os proponentes pretendiam penalizar politicamente Isilda Gomes pelo facto de ter tomada a vacina da Covid-19 antes de alguns profissionais de serviços essenciais.

No entanto, na primeira votação relativa à moção do Servir Portimão, registou-se um empate entre os que a apoiavam e os que a rejeitavam (11 votos cada), para além de duas abstenções. Este empate terá sido provocado pela engano de um elemento socialista que não se entendeu com o sistema eletrónico disponibilizado.

Como se tratava de uma decisão tomada por voto secreto, não era possível ao presidente da Assembleia exercer o seu voto de qualidade, pelo que se avançou para uma segunda votação, a qual teve os seguintes resultados: 12 votos contra a moção, 11 a favor e duas abstenções. A moção do PSD teve idêntico resultado.

As duas abstenções foram dos deputados da bancada da CDU, que assumiram, em intervenção, esse sentido de voto. Caso tivessem alinhado com a restante oposição, pelo menos uma das moções de censura teria sido aprovado.

Em comunicado há pouco divulgado, o CDS (que faz parte da coligação Servir Portimão) já veio lamentar o chumbo das moções e criticar “o argumentário e a postura da bancada do PS para justificar o que a grande maioria dos portimonenses não aceita: que a Dra. Isilda Gomes tomou abusivamente duas doses de uma vacina, ao arrepio das regras e dos critérios de vacinação”.

Ao que apurámos, os principais argumentos usados pela bancada socialista são que, por um lado, cabe às competentes entidades e não à Assembleia Municipal a investigação daquela situação. Por outro lado referiram que a decisão da toma da vacina foi dos responsáveis do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve e que foi ministrada a Isilda Gomes na sua condição de voluntária e não de presidente da Câmara.

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