Luís Carito assume candidatura e diz que não deixou a Câmara de Portimão na falência

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Luís Carito assumiu esta tarde que é candidato à presidência da Câmara de Portimão à frente de uma coligação da qual fazem parte PSD, CDS e, em princípio, outros partidos, bem como cidadãos independentes.

O antigo vice-presidente daquela autarquia diz ter tomado esta decisão por entender que “a cidade está parada, sem uma perspetiva de futuro” e rejeita que isso se deva à situação financeira deixada pela equipa de que fez parte, como nº 2 de Manuel da Luz.

Argumenta que a dívida que havia “era perfeitamente sustentável e estava previsto um plano de reestruturação financeira”. Para além disso, havia uma série de projetos definidos que “iriam trazer à Câmara uma receita muito superior à da dívida”.

Nega, portanto, a acusação feita, ao longo destes anos, pela atual equipa autárquica do PS e pelos dois partidos que agora o apoiam, de que deixou a Câmara na falência ou perto disso.

Adianta, ainda, que o plano que, na altura, estava previsto ia no sentido de “não só pagar a dívida como de criar desenvolvimento para a cidade”. Contudo, o que se passou, na sua opinião, é que “foi paga alguma dívida, menos do que aquela que estava previsto, mas não se investiu, não se desenvolveu a cidade”.

E, em jeito de abertura das hostilidades, pergunta ao atual executivo camarário: “onde foram investidos os mais de 500 milhões de euros de receitas que a autarquia teve ao longo destes anos?”

Referindo-se ao processo judicial em que esteve envolvido, Luís Carito lembra que “fui absolvido de todas as acusações que me foram feitas e realço que essa absolvição foi, inclusivamente, pedida pelo Ministério Público”.

Ao longo desses anos, lamenta, “nunca tive qualquer abordagem da parte do PS” e mesmo depois de concluído o processo, esse partido “não teve qualquer palavra em relação à minha pessoa no sentido de saber se estaria disponível” para novos desafios políticos.

Em face disso, e como diz ter um “projeto de futuro, para que, no período pós-pandemia, possamos ser competitivos e resilientes”, resolveu agora avançar com a sua candidatura à presidência da Câmara.

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