Plano para controlo da ostra-japonesa que é muito produzida no Algarve
O Governo, através da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, avançou com um plano de ação para o controlo da ostra-japonesa.
O Algarve é a região do País que mais produz este tipo de ostra – que, tal como o nome indica, é nativa do Japão -, existindo 167 estabelecimentos de aquicultura para crescimento e engorda na região, designadamente na Ria de Alvor, Ria Formosa e no estuário do rio Guadiana. A produção é de 1206,5 toneladas, sendo destinada sobretudo ao mercado francês.
O plano de controlo da ostra-japonesa (ver aqui) tem como objetivo “a salvaguarda dos efeitos negativos que a produção de ostra-japonesa poderá causar nos ecossistemas marinhos”.
Assim, está previsto no plano: “limitar a expansão da ostra-japonesa, por forma a não comprometer os habitats onde outras espécies bentónicas ocorrem, salvaguardando a biodiversidade das zonas húmidas e as espécies autóctones; e contrariar os efeitos negativos sobre a biodiversidade instalada, decorrentes da produção”.
Nas novas áreas em que seja confirmada a ocorrência de ostra-japonesa em águas de transição e nas zonas envolventes serão aplicadas “medidas de deteção precoce e intervenção rápida para o controlo/erradicação da espécie no início do seu estabelecimento”. Além disso, será feita “a monitorização para a presença e avaliação da evolução da área de distribuição da espécie”.
Em todas as restantes áreas, as medidas a aplicar serão: “monitorização para a presença da espécie” e “a erradicação no caso de eventual deteção”.
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