Bloco de Esquerda manifesta “indignação” pela falta de médicos no concelho de Lagoa
O Bloco de Esquerda de Lagoa manifesta “preocupação e indignação” pela escassez de médicos existente naquele concelho.
Para obter informações sobre a real situação e perspectivas de resolução dos problemas, uma delegação daquele partido reuniu-se, recentemente, com a directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde Algarve II do Barlavento.
Em comunicado, o Bloco refere que aquela responsável esclareceu que, relativamente à Extensão de Saúde de Ferragudo, tem havido problemas para a contratação de um médico. Já foram abertos dois concursos que ficaram desertos. Enquanto a substituição não é feita, “continuará o médico de recurso a prestar o atendimento aos utentes nesta extensão.”
Na Extensão de Saúde do Parchal, a médica que aí estava colocada saiu para coordenar a uma Unidade de Saúde Familiar (USF) recentemente criada em Portimão. Segundo informação recebida daquela responsável, a médica em causa é substituída por uma outra, já a partir de Janeiro. A unidade de saúde do Parchal continuará também a ter um médico de recurso.
Igualmente do Centro de Saúde de Lagoa saiu um médico para a USF de Portimão, o qual ainda não foi substituído.
Em Porches, há a possibilidade do médico que aí presta serviço se reformar e, em Estômbar e Carvoeiro, em princípio, não haverá alterações a este nível.
De acordo com o comunicado do Bloco, a directora deste agrupamento manifestou a convicção de que a melhor forma de resolver, em definitivo, este tipo de problemas é através da criação de várias Unidades de Saúde Familiar no Barlavento, incluindo no concelho de Lagoa.
Trata-se de estruturas compostas por vários médicos que a ela se dedicam em exclusividade, garantindo a prestação de cuidados de saúde à população servida pela sua unidade. Em caso de falta pontual de um médico, os utentes serão atendidos por um outro profissional de saúde da USF.
Em face das explicações apresentadas, o Bloco de Esquerda de Lagoa diz acreditar na “boa vontade” daquela responsável em resolver os problemas, mas critica a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve por não ter, atempadamente, tomado providências para substituir os médicos que saíram.
Isto porque o ACES Algarve II do Barlavento enviou, em Novembro de 2016, um ofício à ARS, “propondo a contratualização de médicos, na modalidade de prestação de serviços com carácter urgente, no intuito de acautelar a substituição de dois médicos no concelho de Lagoa, mencionando também no mesmo ofício a possível saída da médica da Extensão de Saúde do Parchal.”
No entanto, da parte da ARS, apenas foi “aprovado a contratualização de uma médica para o Parchal”, o que o Bloco de Esquerda considera ser “insuficiente.”
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