Já ‘cheira’ a época de campanha eleitoral em Portimão

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Em determinadas alturas, a sessão oficial comemorativa do 25 de Abril, em Portimão, quase pareceu o primeiro debate eleitoral público entre a maioria socialista e alguns dos representantes da oposição.

O vereador José Pedro Caçorino aproveitou a oportunidade para, publicamente, assumir que vai voltar a ser candidato à presidência da Câmara, juntando, desta vez o apoio do PSD ao da coligação Servir Portimão, pelo qual avançou, nas últimas autárquicas.

Isto porque faz um balanço negativo do que tem sido a gestão socialista ao longo dos anos, que tem como consequência que os impostos e taxas municipais se mantenham em níveis máximos ao longo das próximas décadas, o que constitui “um garrote financeiro” sobre as famílias e empresas do concelho.

Para além disso, considera que a equipa liderada por Isilda Gomes “não tem qualquer desígnio estratégico” para Portimão e tem passado estes anos a actuar de uma forma “errática e fanfarrónica”.

Da parte do representante do Bloco de Esquerda, Pedro Mota, também surgiram críticas às sucessivas gestões socialistas, um autêntico “desvario” que, agora, os portimonenses têm de pagar. Na sua opinião, em quase 4 anos de mandato “não se fez nada” em termos de manutenção das vias de comunicação e espaços públicos e Portimão, nesta altura, parece “uma cidade fantasma”.

Na resposta, a presidente da Câmara jogou mão dos “melhores resultados líquidos de sempre”, registados em 2016, no valor de 10 milhões de euros, para tentar passar a ideia de que o trabalho desenvolvido tem sido extremamente positivo.

Graças a isso, diz ser possível continuar a baixar significativamente a dívida nos próximos tempos, lembrando que era de 185 milhões de euros quando chegou e que a conseguiu baixar para 135 milhões. Garantiu, também, que, agora, há margem para investir, anualmente, cerca de 1 milhão de euros na melhoria das condições de estradas, caminhos e ruas do concelho e 1,1 milhões nos espaços verdes.

Os “bons resultados” deveriam merecer o reconhecimento geral, mas lamentou que, pelo contrário, da parte de “certa oposição”, se verifique uma atitude de, pura e simplesmente, dizer que “está tudo mal e a culpa é da Câmara”.

Igualmente em defesa da Câmara saiu Álvaro Bila que, em representação do PS, defendeu que é, essencialmente, este partido, que sempre governou o concelho, o responsável pelo seu desenvolvimento, ao longo das últimas décadas, e assumiu que “a maior forma de responder às críticas é o trabalho”.

Carlos Gouveia Martins, em representação do PSD, e Maria de Lurdes Nogueira, pelo PCP, produziram discursos menos polémicos. Focaram-se, sobretudo, nas consequências da revolução que se celebrava, do que, nas suas opiniões, correu bem e no que ainda falta fazer para que o espírito de Abril se cumpra.

João Vieira, o presidente da Assembleia Municipal, produziu um discurso institucional, defendeu uma maior aproximação entre eleitos e eleitores, sugerindo que uma das medidas a tomar seja a criação da figura do Provedor do Munícipe.

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