PJ apreende 400 quilos de cocaína com valor de mercado superior a 20 milhões de euros

A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu cerca de 400 quilos de cocaína que um grupo internacional estava a transportar, de navio, para a Europa. A abordagem foi feita ao largo dos Açores e dela resultou, para além da apreensão da droga, a detenção de dois homens, que ficaram em prisão preventiva.

A operação desenvolveu-se no âmbito de uma acção de investigação internacional, que envolveu autoridades do Reino Unido e de Itália. A PJ contou, ainda, com o apoio da Força Aérea e da Marinha. A cocaína foi transportada para o porto de Portimão, onde as três entidades envolvidas promoveram, esta Terça-feira, uma conferência de imprensa.

De acordo com Rosa Mota, coordenadora de investigação criminal da PJ, a cocaína era proveniente da zona das Caraíbas e tudo indica que deveria ser descarregada “na costa portuguesa”, devendo depois ser transportada no país e para outros países da Europa por via terrestre.

Os dois elementos detidos, de nacionalidades montenegrina e italiana – um dos quais com antecedentes criminais, por tráfico de droga – fazem parte de uma rede com ligações à América Latina e, provavelmente, também, às Caraíbas e contará com elementos em Portugal e noutros países da Europa.

A droga apreendida, que tem elevado grau de pureza, teria um valor comercial estimado em mais de 20 milhões de euros.

De acordo com o porta-voz da Força Aérea, o tenente-coronel Bernardo da Costa, navio foi seguido, a longa distância, durante cerca de uma semana, por aviões da Força Aérea, tendo “todos os seu movimentos sido monitorizados”, sem que os dois tripulantes disso se apercebessem.

Quando a PJ entendeu que estava na altura de avançar, essa indicação foi dada à Marinha, que fez a abordagem, levando a bordo inspectores da Judiciária, que coordenaram toda a operação. Segundo o porta-voz da Marinha, Pedro Coelho Dias, os dois tripulantes do barco que transportava a cocaína “não estavam armados” e não ofereceram qualquer tipo de resistência.

Uma vez na embarcação e munidos de um mandado judicial, os elementos da PJ realizaram uma busca, no decorrer da qual, explica Rosa Mota, encontraram “o produto estupefaciente escondido debaixo das camas de dois camarotes na proa e de um na popa e dentro dos roupeiros.”

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