Os outros negócios do homem que quer faturar 100 milhões de euros

A fábrica Congelagos, através da qual pretende, no prazo de dois ou três anos, estar a faturar cerca de 100 milhões de euros, não é o único investimento do empresário Nuno Battaglia. A aquacultura é outra das áreas nas quais quer apostar em força.

Para já, diz, “fizemos um investimento importante na Ria de Alvor” e há outro em curso. Nos próximos tempos deverá concretizar mais projetos do género, uma vez que “o nosso objetivo é sermos a empresa de aquacultura de referência a nível nacional e termos 10 ou 20 pisciculturas e produzir, anualmente, entre 5 a 10 mil toneladas de peixe.”

Nuno Battaglia considera que “Portugal tem condições de excelência para a aquacultura, consegue produzir peixe muito semelhante ao de mar” e que essa vertente tem sido muito pouco desenvolvida, daí se justificando o seu interesse pelo setor.

Mas, apesar de, para já, estar essencialmente focado em negócios relacionados com a pesca e a aquacultura, não põe de lado a entrada noutras áreas. A sua ideia e dos seus sócios é “investir em negócios nos quais consigamos criar valor, que tenham recursos que estejam subaproveitados, que consigamos entender e que sejam positivos para o ambiente e para as comunidades em que estão envolvidos.”

Por exemplo, olha com interesse para a agricultura por considerar que está muito longe de atingir o potencial que tem, pelo que existirão, seguramente, muitos projetos que justifiquem investimento da sua parte.

O turismo que é, como se sabe, o setor económico predominante no Algarve e um dos que registam maior crescimento no país, está, igualmente, na sua mira. Para já, “investimos na compra de um terreno na zona da Ponta da Piedade, no concelho de Lagos, e apresentámos um projeto que vai ao encontro das preocupações e estratégia que a Câmara tem para aquela zona, que a mais visitado do concelho.”

Fora da região destaca o investimento feito no Comboio Presidencial, que tal como o próprio nome indica, transportava, em tempos idos, os presidentes portugueses. Entretanto, foi recuperado e colocado em funcionamento na linha do Douro. A sua ideia é massificar e “alavancar o negócio”, tornando a experiência financeiramente mais acessível aos bolsos de mais pessoas.

Paixão precoce pelos negócios

A paixão de Nuno Battaglia pelo empreendedorismo e os negócios surgiu muito cedo. Logo aos 15 anos, ele e o seu grande amigo e atual sócio Jorge Grave compraram um barco e um carro a meias para “não estarmos dependentes dos adultos” e baldavam-se muitas vezes à escola para ir à pesca. Depois e, apesar do ‘pormenor’ de não terem carta de condução, carregavam o peixe apanhado para o carro que adquiriram e iam vendê-lo a restaurantes de Lagos.

Essa experiência, garante, “ensinou-me muito” e dela retirou um conjunto de ensinamentos que lhe foram úteis ao longo da sua vida, no campo dos negócios.

Enquanto jovem “fui convertido à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e, como é habitual naquela igreja, quando tinha 18 anos foi, durante 23 meses, em missão para os Estados Unidos.” Confessa ter ficado “muito inspirado pela educação norte-americana por aquilo que vi dos meus amigos missionários”, o que despertou em si uma enorme vontade de voltar àquele país. Isso acabaria de acontecer depois de cumprir o serviço militar obrigatório nos fuzileiros, durante 2 anos.

Foi no outro lado do Atlântico que acabou por conhecer aquela que viria a ser a sua esposa e se licenciou. Depois foi trabalhar para uma empresa cotada na Bolsa de Nova Iorque, na área dos investimentos, que se revelou “uma grande escola, fizemos muitos negócios internacionais, da Rússia à Indonésia, Japão, Venezuela e EUA em áreas diversificadas.”

Mais tarde haveria de se envolver na fundação de uma empresa, a HealthEquity, que, atualmente, está cotada na bolsa e a “revolucionar o setor da saúde nos EUA.”

Em 2014 voltou a Portugal, onde pretendia ficar durante apenas três meses, mas, entretanto, acabou por resolver avançar com a construção da Congelagos. Mas antes de arrancar fez questão de ir a Angola, onde se encontrava o seu velho amigo Jorge Grave, para convencê-lo a embarcar neste projeto.

Com o objetivo cumprido, os dois voltaram a ser sócios e, agora com outros meios e dimensão, dão continuidade ao negócio iniciado há dezenas de anos.

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