Obra de 850 mil euros sem empresas interessadas

Apesar de se dispor a pagar praticamente 850 mil euros pela execução da obra, a Câmara de Lagoa não conseguiu que qualquer empresa de construção apresentasse propostas para a empreitada de requalificação da rua Ernesto Cabrita e Largo do Município, tendo o concurso ficado deserto.

O presidente da autarquia, Luís Encarnação, disse ao «Algarve Marafado» que vai lançar um novo procedimento para garantir a execução da obra, “tendo, eventualmente, que aumentar o preço base”.

Esta é uma intervenção de fundo, que vai envolver a renovação das redes de drenagem de águas pluviais, abastecimento de água, águas residuais, gás, electricidade e telecomunicações, para além da repavimentação daquela artéria.

A intervenção vai, também, abranger o pequeno jardim existente ao lado do edifício antigo da Câmara e o espaço situado em frente ao mesmo imóvel.

Uma vez concluída a obra, a circulação do trânsito passará a ser feita apenas num sentido, em parte da rua.

Nos últimos tempo tem sido com alguma frequência que concursos públicos lançados por câmaras algarvias, alguns dos quais de milhões de euros, acabam por ficar desertos.

Ainda há poucos meses, a Câmara de Loulé teve de lançar novo procedimento para a empreitada de construção do Pavilhão Desportivo Multiusos de Almancil.

Na primeira tentativa nenhuma empresa tinha dado um passo em frente, garantindo a execução da obra por 10 milhões de euros, pelo que no novo concurso, a autarquia teve de elevar a fasquia para 13,4 milhões, o que significa um aumento de 34%.

Também as autarquias de Lagos, com a obra de requalificação da estrada da Luz, e a de Portimão, com uma intervenção de requalificação de um estabelecimento escolar, tiveram problemas idênticos.

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