Alvor assinalou o Dia de Portugal com inauguração de esculturas e lançamento de livro

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A vila de Alvor assinalou, ontem, o 10 de junho, Dia de Portugal, com a apresentação de um livro, a abertura ao público do Páteo do Palácio Abreu e a inauguração de um conjunto de esculturas.

O escultor Carlos Oliveira Correia destacou, em especial, as suas três peças instaladas na agora denominada Rotunda da Ribeira (na zona ribeirinha), embora haja vários outros trabalhos espalhados pelas ruas da vila.

Aquele conjunto representa um mariscador jovem, um pescador idoso e a sua mulher. O escultor realçou a importância que esta atividade tem tido ao longo dos tempos, lembrando que já “Platão dizia que existiam três espécies de homens: os vivos, os mortos e os que andavam no mar” e fez votos que as esculturas sejam do agrado de residentes e visitantes.

Esta iniciativa é, referiu na ocasião o presidente da Junta, Ivo Carvalho, uma homenagem “à valentia e determinação dos homens que vão para a ria ou para o mar”, bem como ao papel importante que as suas mulheres têm, o qual é, muitas vezes, esquecido.

A presidente da Câmara, Isilda Gomes, que lembrou que “foram o pescador, a pesca e o mar que deram vida a este município e a esta vila e são a base da sua história”, pelo que se justifica plenamente, na sua opinião, esta singela homenagem.

No mesmo sentido foi a intervenção do secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, que destacou a forte relação não só daquele concelho como da região algarvia com o mar e as atividades piscatórias, pelo que “é muito positivo que sublinhemos essa ligação”.

José Apolinário, que para além de responsável pelo setor da Pesca, é o elemento do Governo que coordena a luta contra a Covid-19 na região, manifestou o desejo de que “todos juntos consigamos vencer os desafios que nos são colocados” pela pandemia.

Para isso, alertou, há que não baixar a guarda, é preciso “manter esta unidade e uma atitude prudente em defesa da saúde pública, abrindo progressivamente à atividade económica, para que continue a haver emprego”.

Livro sobre a história e as tradições de Alvor

Outro dos pontos altos do dia foi a abertura ao público do Páteo do Palácio Abreu, situado nas traseiras do edifício onde durante muitos anos funcionou a Junta de Freguesia, depois de ter sido alvo de obras de remodelação.

Ivo Carvalho espera que o espaço passe a ser um local de encontro da população e visitantes e que ali se promovam eventos de cariz cultural e recreativo.

E para dar o mote, foi aquele o palco escolhido para a apresentação do livro «Alvor com História». O seu autor, Fernando Santos Graça, referiu que a ideia foi “sintetizar os vários períodos da história de Alvor, os seus monumentos mais marcantes, as suas personalidades, as suas belezas naturais, a sua ria e todos os aspetos que despertam maior curiosidade”.

A obra é composta por “textos simples, sucintos e de fácil leitura” e tem como um dos seus principais objetivos proporcionar um primeiro contacto com a história de Alvor a jovens e visitantes que não a conheçam.

Por seu lado, o presidente da Junta prometeu que alguns dos aspetos mais relevantes e identitários das tradições da vila vão, posteriormente, ser desenvolvidos noutras obras. Um dos próximos desafios, prometeu, é a edição de um livro de recolha das famosas ‘pragas’ de Alvor.

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