Mau tempo provoca mais de uma centena de inundações no Algarve

Nas últimas 24 horas, o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve registou 187 ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa que assolou a região, com maior incidência na manhã desta segunda-feira.

A esmagadora maioria teve a ver com inundações nas vias públicas, pisos térreos dos edifícios e garagens (130), mas também se registaram 18 quedas de árvore, nove movimentos de massa, seis quedas de estruturas, 17 desobstruções de vias rodoviárias e sete recuperações de veículos afetados no atravessamento de zonas inundadas.

Aquele organismo informa que a zona do sotavento algarvio foi a mais afetada, em especial os concelhos de Faro (92); Tavira (17); Loulé (14); Albufeira (13); Vila Real de Santo António (11); Olhão (10) e São Brás de Alportel (10).

Foram, igualmente, contabilizadas situações relacionadas com o mau tempo em Alcoutim (8); Castro Marim (4); Lagoa (2); Monchique (2); Silves (2); Lagos (1) e Portimão (1).

Estiveram empenhados nestas operações 410 operacionais, apoiados por 168 veículos dos diferentes Agentes de Proteção Civil e Entidades Cooperantes, de onde se destacam os Corpos de Bombeiros (com 308 operacionais) e Serviços Municipais de Proteção Civil, com a colaboração das demais unidades orgânicas das Câmaras, das Juntas de Freguesia e das empresas municipais.

Houve necessidade de cortar a Estrada Municipal 514 – Asseca, Ponte S. Domingos, na freguesia de Santa Maria e Santiago e a EN397 – Ponte Ribeira Zimbral, ambas no concelho de Tavira, devido à subida da água, no entanto foram consideradas alternativas no acesso às localidades servidas.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil elevou, face às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o nível do Estado de Alerta Especial para o Dispositivo Integrado de Operações de Proteção e Socorro (DIOPS), o que exigiu, no período compreendido entre as 18h00 de domingo e as 18h00 horas desta segunda-feira, o aumento da prontidão dos mecanismos de resposta, nomeadamente dedicando 25% do efetivo de cada
entidade/força a esta vertente de intervenção.

Na região, foi ainda constituída uma unidade para reforço especializado, no âmbito das medidas operacionais de antecipação, com meios dos Corpos de Bombeiros das áreas de atuação menos afetadas (Barlavento algarvio), os quais foram deslocados para o concelho de Faro, em reforço aos meios locais, nomeadamente da Companhia de Sapadores Bombeiros de Faro e do Corpo de Bombeiros de Faro Cruz Lusa.

Nesta altura ainda decorrem as operações de reposição da normalidade nas zonas afetadas.

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