Câmara de Portimão embarga obra de demolição da Vivenda Compostela
A Câmara Municipal de Portimão informa ter embargado, esta quinta-feira, a obra de demolição da Vivenda Compostela, localizada na Praia da Rocha.
A autarquia justifica, em comunicado, que pretende, agora, averiguar “alegadas desconformidades na sua execução”.
Isto porque, acrescenta-se, “na sequência de uma fiscalização às obras em curso, ordenada no dia 5 de novembro, foram levantadas dúvidas sobe se a execução das mesmas estará em conformidade com o projeto aprovado e os seus pressupostos”.
Já anteriormente a autarquia tinha anunciado que, “de forma a salvaguardar situações análogas, será proposto em próxima reunião de Câmara a suspensão do Plano Diretor Municipal de Portimão para a área da Praia da Rocha e a definição das respetivas medidas preventivas”.
Na altura, a Câmara de Portimão adiantava que as obras de demolição da Vivenda Compostela “resultam de um processo de licenciamento iniciado em 2011, aprovado antes das eleições autárquicas de 2013”.
Acrescentava-se que, nos últimos tempos, a edilidade diligenciou, sem sucesso, junto do proprietário para que fosse encontrada “uma solução que não implicasse a demolição do edificado”.
Petição contra a obra
A contestação à demolição da obra levou à elaboração, nos últimos dias, de uma petição pública, através da qual se defende, exatamente, o embargo desta intervenção.
Isto porque, pode ler-se no documento, “existe total incoerência estética entre a construção existente – uma casa histórica na Praia da Rocha – e a ampliação”.
Situação, acrescenta-se, “em manifesto contraste com o que aconteceu com a operação urbanística de que foi objecto anos atrás o actual Hotel Bela Vista, cujas áreas de ampliação conseguiram integrar-se na construção pré-existente e os anexos são praticamente invisíveis do exterior”.
Para além disso, refere-se, “a ampliação incide em cima da falésia com risco de desabamento, destruindo o espaço verde existente” para além de que “desqualifica a linha de costa da Praia da Rocha, acrescentando mais construção na arriba, quando há muitos anos este tipo de intervenção deixou de ser permitida”.
LEIA TAMBÉM:
Empresas rejeitam obras de milhões de euros













