Fortaleza de Sta. Catarina pode passar para a gestão da Câmara de Portimão
Um dos monumentos mais visitados – e degradados – do concelho de Portimão, a Fortaleza de Sta. Catarina, pode vir a passar para a gestão da Câmara Municipal de Portimão.
A decisão pode vir a ser tomada no âmbito de uma série de competências que o Governo tenciona transferir para as autarquias.
A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, disponibilizou-se para passar para a esfera de gestão das câmaras não apenas as zonas ribeirinhas, mas também alguns equipamentos e infraestruturas que lhe estejam associados.
A ‘bola’ está agora do lado dos autarcas que, no seio da sua associação, a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, ficaram de elaborar uma proposta com a listagem das zonas, competências e equipamentos que estejam interessados em gerir.
Nesse rol pode aparecer, eventualmente, a Fortaleza de Sta. Catarina, situada em plena praia da Rocha. A presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, diz que ainda não está tomada uma posição sobre essa situação específica, mas não esconde que é uma possibilidade que lhe agrada.
Por um lado, porque a entidade que gere o monumento, a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), lhe tem dado muito pouca atenção, tendo-se limitado a mandar pintar algumas paredes, após ter sido alertada para o estado de degradação do imóvel.
Por outro, porque, diz a autarca, têm chegado à câmara manifestações de interesse de empresários para explorarem o estabelecimento de restauração que lá está instalado, o que contribuiria para dinamizar o espaço e melhorar os níveis de limpeza e conservação.
Por fim, porque a sensibilidade e capacidade de intervenção da autarquia, situada a poucos quilómetros da Fortaleza, seria seguramente bem maior do que a que tem sido revelada pela APS, cuja administração está instalada a mais de uma centena de quilómetros do local.
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