Bloco diz que conseguiu “resistir relativamente bem” em Portimão

Fazendo um balanço das autárquicas em Portimão, os dirigentes locais do Bloco de Esquerda vêm, em comunicado, dizer que aquele partido “conseguiu resistir, relativamente bem, à maioria absoluta do PS e ainda reforçou a sua votação nas eleições autárquicas do passado dia 1 de Outubro na Freguesia da Mexilhoeira Grande.”

Entre os objectivos não atingidos, destacam o de “impedir uma nova maioria do PS e reforçar significativamente as votações bloquistas em percentagem e em número de mandatos.”

Referem que os seus resultados “acabaram por ser similares em relação às eleições de 2013, elegendo o Bloco 1 vereador, 3 deputados na Assembleia Municipal, 3 representantes na Assembleia de Freguesia de Portimão, 1 na Assembleia de Freguesia de Alvor e 1 na Assembleia de Freguesia da Mexilhoeira Grande.” Apesar de tudo, “foram resultados muito expressivos, continuando o Bloco de Esquerda a merecer a confiança de cerca de 2.500 portimonenses.”

Quanto aos objectivos atingidos, um dos principais foi “a derrota esmagadora da coligação de direita CDS/PSD/MPT/PPM e que dá pelo nome de Servir+Portimão”. O Bloco considera que, “desta vez os portimonenses não se deixaram enganar por esta coligação partidária, que engloba uma parte do PSD. Uma outra parte já tinha sido seduzida pelos “cantos de sereia” do PS, enquanto uma outra concorrendo no monárquico “NOS Cidadãos” acabou por ter uma expressão irrelevante.” Isto significa que o PSD, em Portimão, encontra-se “completamente estilhaçado em vários pólos.”

Do lado do PS, referem a sua “arrogância e eleitoralismo.” A equipa liderada por João Vasconcelos diz que houve “desproporção de meios” e actos e obras “de cariz eleitoralista por parte da Câmara e da sua Presidente nos últimos tempos.”

Para além disso, “o Bloco de Esquerda viu muito do seu material de propaganda vandalizado e o seu candidato à Câmara foi bloqueado nas redes sociais, ficando impedido de fazer partilhas e comentários. Inclusivamente, no dia da reflexão, o Executivo Permanente não cumpriu a lei, mandando retirar propaganda política de alguns locais colocada a menos de 500 metros das mesas de voto, quando a lei estipula a retirada apenas a menos de 50 metros.”

Mais grave ainda, considera o Bloco, “foram retirados alguns painéis do Bloco, mais pequenos, enquanto outros maiores, do PS, continuaram intocáveis”. Em face disso, garante ter apresentado queixa à Comissão Nacional de Eleições.

Aquele partido diz lamentar “o desaire da CDU” e garante que os seus eleitos representam “a verdadeira esperança para uma vida melhor para milhares de portimonenses que em si acreditaram e para muitos outros milhares, que se abstiveram de ir às urnas.”

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