Dirigente da Academia de Música de Lagos critica decisão da Câmara

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O presidente de direção da Academia de Música de Lagos, José Viegas Gonçalves, qualifica de “hipócrita” a decisão tomada pela Câmara de Lagos, na última reunião do seu executivo, de se constituir assistente nos autos de um processo de inquérito em curso relacionado com a gestão daquela instituição.

Num documento dirigido aos lacobrigenses e que tem vindo a partilhar nas redes sociais, este dirigente associativo critica a autarquia por, “ao invés de procurar saber junto da Direção da Academia o que ocorreu ou a que é devido o inquérito a correr termos no Tribunal, junta-se ao ruído promovido habilidosamente por meia dúzia de ex-professores da Academia com a divina proteção do Sindicato e da Sra Secretária adjunta do Ministro da Educação para não perder protagonismo na sua pior versão”. Tudo isto funciona, na sua opinião, como “uma tentativa de julgamento e condenação na praça pública”.

No texto refere-se, também, que “esse executivo, que não consegue vislumbrar nada para além do que aparece na imprensa sob encomenda, terá de reconhecer que esta Academia, para além de suportar custos com mais de 750 alunos no ensino artístico especializado da música durante os últimos 3 anos no valor de 1.900.000 €, em que essa autarquia disponibilizou para esse fim apenas cerca de 7.000€ em três anos, preparou, formou e educou milhares de alunos e será, porventura, uma das mais bem sucedidas escolas de música do País”.

A Academia, acrescenta-se, “fixou no Algarve mais de uma centena de professores de música nas suas mais diversas especialidades, realizou e produziu milhares de eventos culturais”. Garante-se, ainda, que a instituição “nada tem a esconder da justiça no inquérito em curso, a que respeita o programa de estagiários que aqui permaneceram e que foram contratualizados pós estágio por esta Instituição uma vez que usufruíram de condições de acolhimento e trabalho excepcionais, onde pontuou a oferta de alojamento e deslocações e vencimentos acima, muito acima do valor convencionado entre a Academia e o IEFP, cujas obrigações contratuais foram escrupulosamente cumpridas”.

José Viegas Gonçalves adianta que “é deste dossier que trata o inquérito em curso e não daquilo que levianamente foi enunciado como razão para se constituir assistente”.

Refere-se, ainda, no documento que “o afastamento da Academia do contrato de patrocínio 2018/2024, tão bem organizado e melhor praticado não está findo, aguardando-se decisão judicial sobre o caso, que a ser revertido colocará as Escolas de Música tituladas pela Academia no rol das Escolas patrocinadas pelo Ministério da Educação”.

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