Número de postos de combustível algarvios colocados na rede de emergência “é claramente insuficiente”

O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, diz que, globalmente, o Governo tomou medidas acertadas para esbater muitos dos efeitos que a greve dos motoristas de matérias perigosas poderia provocar na região.

No entanto, considera que é “claramente insuficiente” o número de postos de combustível algarvios que foram colocados na rede de emergência.

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Que consequências espera que resultem da greve dos motoristas de matérias perigosas para o Algarve e, em especial, para o setor turístico?

Tal como todas as greves, esta também vai trazer algumas perturbações. Mas penso que serão muito esbatidas, uma vez o Governo tomou medidas preventivas e decretou um nível de serviços mínimos que respondem a muitas das nossas preocupações.

No entanto, o número dos postos de combustível da região que vão ficar integrados na rede de emergência é manifestamente insuficiente, fica aquém das nossas expectativas, uma vez que no total de 138 postos que o Algarve tem apenas 21 foram contemplados.

Excetuando essa questão, acha, portanto, que as medidas anunciadas pelo Governo são adequadas?

Pensamos foi salvaguardado um conjunto de questões que, aquando da greve na Páscoa, criaram muitos constrangimentos.

Refiro-me, por exemplo, à garantia do fornecimento de gás natural quer a Portimão quer a Faro e Olhão; a garantia do fornecimento de combustível para viaturas de entrega de mercadorias e víveres aos hotéis ou a garantia do fornecimento de gás propano, se necessário, às unidades turísticas.

Os portugueses conhecem a situação, sabem que vai haver greve e não vão ser apanhados desprevenidos, mas o mesmo não acontece com os turistas de outros países que vão chegar à região. Não seria importante levar a cabo uma campanha informativa junto deles?

O que acho, como já disse, é que não faz sentido que só tenham sido incluídos na rede de emergência apenas 15% dos postos de abastecimento existentes na região, isso é claramente insuficiente.

Temos, nesta altura, uma população flutuante enorme de pessoas que, muitas delas, precisam de se deslocar dos hotéis para o aeroporto e vice versa, e outras que têm de regressar às suas residências, situadas fora da região. Sabendo que, nesta altura do ano, a região tem três vezes mais pessoas do que o habitual, fazia todo o sentido que esse número de postos pudesse ser duplicado.

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