A vida fez-se para pedalar – Parte II

(2ª parte de uma reportagem que também pode ler na edição impressa do Portimão Jornal ou online, aqui. Pode ler a 1ª parte aqui)

As bicicletas são a grande paixão de António Torrado. Durante muitos anos participou em provas como ciclista, treinador, técnico e até… cozinheiro. Agora presta apoio técnico a competições como a Volta ao Algarve, que, todos os anos, conta com um pelotão composto por alguns dos melhores ciclistas do mundo.

E quando as provas terminam e regressa à ‘base’ tem mais bicicletas à sua espera. São dezenas as que expõe na sua loja, a Torrado Bikes, situada na zona da Pedra Mourinha.

E, nesta altura, o stock até é bem mais escasso do que era hábito. Por um lado porque há cada vez maior apetência por este tipo de desporto, que nem a covid-19 conseguiu travar. Pelo contrário, a procura até aumentou, o que atribui ao facto de “se tratar de uma atividade física que é feita ao ar livre e pode ser realizada sem contacto com outras pessoas, como nesta fase convém”.

Por outro lado, a oferta diminuiu, devido à pandemia. Isto porque, a nível internacional, muitas fábricas tiveram que fechar ou diminuir a sua atividade e a entrega também se tornou mais complicada e demorada.

A conjugação destes fatores leva a que “atualmente quase não haja para venda bicicletas de custo inferior a mil euros, que são as mais procuradas”. Com o avançar do processo de desconfinamento, António Torrado espera que a situação volte ao normal e que os muitos adeptos das duas rodas possam aceder a bicicletas à medida das suas necessidades e capacidade financeira.

O empresário considera que o Algarve podia aproveitar melhor as condições naturais que tem para a prática do ciclismo e do btt, bem como o facto de haver cada vez mais praticantes. Uma das lacunas que identifica é a da falta de sinalização e de informação em muitos pontos dos circuitos que foram criados.

Outro dos problemas é “a existência de poucos pontos, áreas e estruturas de apoio, por exemplo, de albergues, junto a rotas como a Via Algarviana”. Essa circunstância obriga a que quem faz esses percursos, todas as noites tenha de percorrer muitos quilómetros para encontrar o apoio de que precisa.

António Torrado nota que, ao longo dos últimos anos, tem havido um incremento muito forte das atividades de duas rodas com o número de pessoas que compram bicicletas a registar um substancial acréscimo.

Em muitos casos, o que se pretende não é a participação em provas, mas a realização de uma atividade de lazer saudável, em contacto com a natureza que tanto pode ser levada a cabo de forma isolada ou em família e grupos de amigos.

Quanto ao investimento necessário para o efeito, ele é muito variado, podendo começar com uma verba de umas centenas de euros ou até menos. Para quem leva a atividade mais a sério, a fatura acaba por ser mais alta, uma vez que qualquer bicicleta para competição custa mais de mil euros.

(2ª parte de uma reportagem que também pode ler na edição impressa do Portimão Jornal ou online, aqui. Pode ler a 1ª parte aqui)

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